sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Machu Picchu - Aguas Calientes - Peru














2008.11.07 - Machu Picchu - Peru
Sem sombra de dúvida Machu Picchu foi até agora o lugar mais incrível que conheci na minha vida. Tudo alí tem um tom de mistério, magia, tradições incas e muita história. Primeiramente existe todo um jeito específico de chegar alí, partindo de Cusco se pode chegar de trem, um único trem e que valhe a pena com certeza comprar antes, e que tem um trajeto incrível, cruzando as cordilheiras e fazendo um caminho ao lado de rios e muito verde, demais. O trem é um pouco velho, mas vale muito a pena, de repente se der para pagar os vagões mais luxuosos se sinta menos cansaço.

A viagem é demorada e leva aproximadamente 3 horas, balança pacas (esquecer o modelo de trens europeu). Tem que ter pique, mas compensa demais, a chegada é no coração da cidade de Aguas Calientes, a cidade fica na base de uma série de montanhas, de fato fica literalmente ilhada por todas elas, dando uma ar absolutamente único e diferente de tudo o que eu tinha visto antes, teve um momento que me lembro muito bem, onde estava na pracinha central da cidade olhando 360 graus ao redor e notava que não havia um lado sequer sem estar presente uma montanha enorme, dava uma sensação de ser muito pequeno e ao mesmo tempo não gerava desconforto nem a noção de estar sufocado, definitivamente o ar de lá tem algo bem diferente.

Bom, a cidade sobrevive 100% do turismo, como não poderia deixar de ser, estamos fizemos turismo de verdade. Chegamos ali e já fomos para o albergue, muito simples mas ajeitado, era o que precisávamos. Boa cama e chuveiro quente, aproveitamos de cara e fomos para "Las Aguas Termales" da cidade, basicamente piscinas de aguá quente natural, muito bom, serviu como um santo remédio para relaxar um pouco, depois da exaustiva viagem. Agilizamos rapidinho as compras das entradas para a visita ao principal objetivo: Machu Picchu.


Esta cidade mágica inca foi construída totalmente no cume de uma das montanhas que cerca Aguas Calientes, tem que pegar um ônibus bem cedinho ou arriscar uma caminha até lá antes do sol nascer (Avelar encarou!!!). Levantamos as 4am para pegar o primeiro ônibus e aproveitar o máximo, na verdade estava bem apreensivo e curioso, e quando chegamos, onde estava a cidade? Era muito cedo e havia uma neblina (ou nuvens, ou névoa) que impedia de ver qualquer coisa numa distância maior que 20 metros, não dava pra ver nada e aproveitamos para tomar o café da manhã ali mesmo...

De repente, triunfalmente a neblina foi embora e veio a imagem maravilhosa de Machu Picchu, exatamente como se vê nos posters, livros, sites, etc... impressionante demais!!! Extremamente admirável como os incas conseguiram construir tudo aquilo, no alto da montanha, como levaram as pedras? Como conseguiam contruir as habitações tão geometricamente perfeitas? Ficamos alí lendo um pouco e ouvindo as estórias do lugar, o lugar foi muito utilizado para proteção, sendo que as princesa eram levadas alí quando rolava algum perigo de invasão. A cidade NUNCA foi decoberta pelos conquistadores espanhóis, e depois de séculos, em 1911, o explorador Hiram Bingham pagou 1 sol para um local levá-lo a algumas ruínas que existiam nas montanhas, foi descoberta Machu Picchu. Uma vez lá, tem que arregaçar as mangas, amarrar o tênis e andar, andar, andar até a exaustão para fazer todas as visitas a pé, e vale uita a pena visitar o Templo do Sol, Intihuatana, Rocha Sagrada, Templo do Condor, The Hut, As fontes de agua, Palácio da Princesa, Templo das Três Janelas, cada um com sua estória particular, sem palavras. Durante a tarde, encaramos a escalada da montanha Wayna Picchu, cansa muito uma hora e meia de subida e outra para descer, mas dali se pode ver toda a cidade de Machu Picchu de cima, é uma visão inesquecível e valeu cada minuto, centavo e gota de suor aplicados. A sensação é de estar no ponto mais alto do mundo e o respeito pelos incas e pela turma de Pachacútec (o 9º imperador inca) ficou marcado.

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